domingo, 31 de janeiro de 2021

Circuito de Turismo Campo das Vertentes recebe nova Diretoria


Os representantes dos oito municípios, que fazem parte do Circuito de Turismo do Campo das Vertentes, se reuniram nesta segunda-feira (25). O encontro foi realizado na cidade de Cláudio.

Na ocasião, tomou posse como presidente o atual Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Turismo de Carmo do Cajuru, Crispim Júnior, juntamente com o atual diretor de Turismo de Divinópolis Gustavo Guimarães.

Crispim falou sobre a satisfação em fazer parte da presidência e dos planos para o fomento do turismo: “Estamos felizes e orgulhosos em assumir a presidência de um circuito tão importante para o turismo regional. Agora é continuar trabalhando no fomento turístico da nossa cidade, com projetos e eventos que envolvam a população e eleve o nome de nosso município”, ressaltou.

Também participou do encontro, o prefeito de Carmo do Cajuru, Edson Vilela, que destacou que o turismo é uma de suas prioridades da administração e que continuará trabalhando para fomentar essa importante área que compreende ações voltadas para o lazer, o bem estar da população e a economia regional.

Sobre o circuito:

O circuito de turismo das Vertentes abrange oito municípios da nossa região, sendo eles; Divinópolis, Cláudio, Itapecerica, Carmo da Mata, Carmópolis, São Francisco de Paula, Santo Antônio do Amparo e Carmo do Cajuru.

Que "A Cruz do Marciano'" Afaste de todos nós o Coronavírus.



=> No local onde Marciano havia ficado, 'Dão' colocou uma cruz, que a partir de então se tornou um local de oração e peregrinação e, até hoje, muitas pessoas se dirigem à Cruz do Marciano para rezar e pedir graças à sua alma, inclusive muitos dizem que ele faz milagres, por isso é tão venerado. 

Povoado da Rocinha no Município de Cláudio - MG. Foto - Ricardo Câmara.

A Tradição dos “Mascarados” está acabando em Carmo da Mata



—►Na semana que antecede os dias de Carnaval, há uma tradição que remonta há variadas culturas ocidentais, provavelmente advinda dos Carnavais de Veneza, a histórica cidade italiana que sobrevive entre as águas: é a Tradição dos Mascarados. Em Carmo da Mata, lembrando antigas temporadas de Carnaval, havia a turma dos Mascarados, onde um aglomerado de pessoas, geralmente mais jovens, garotos, saíam fantasiadas com vestidos, camisolas, lenços amarrados na cabeça e máscaras, para que não pudessem ser identificadas. Eram os mascarados!
Empunhando pedaços de pau, varas, cabos de vassoura e outros apetrechos para impor medo às outras crianças, eles corriam pelas ruas, impondo suas presenças e quem ousasse enfrentá-los era perseguido por uma ‘carreira’. Chegavam a meter medo, por quem passasse por eles. No entanto, as crianças que não se ‘mascaravam’, faziam suas intrigas, dizendo: “Ei Mascarado de meia-tigela...!”; “Ei Mascarado, pé na bunda e mão na cara...!”; e por aí seguiam os impropérios e as perseguições, apenas impostas pelo medo, pela intimidação dos Mascarados, mas totalmente sem violência. Ninguém tinha sua integridade física atacada; havia somente as correrias, o medo mesclado às fantasias infantis. Mas a cultura era evidente.
Em Carmo da Mata, em idos Carnavais, podemos lembrar, muito bem da turma do ‘Criolete’(Magno de Oliveira Adão, seu irmão, Marcelo de Oliveira Adão, o “Zé Gominha”, o Afonso Celso Teodoro Pinto, o Afonsinho, Alberto Rios, o “Caxitó”), do Ricardo do 'Zé Branco' e muitos outros amigos, que se reuniam e ficavam, até as sextas-feiras de Carnaval, amedrontando a juventude carmense. É digno de nota, que nunca os Mascarados intimidavam os adultos e as senhoras. Havia uma regra de conduta entre eles, onde o respeito aos ‘mais velhos’ era mantido com severidade.

►As máscaras

As máscaras eram confeccionadas com papel e ‘grude’, papelão, ou adquiridas no saudoso Comercial do Nodge Martins de Castro, a Venda do Nodge. Além desses materiais com os quais as máscaras eram feitas, haviam as de ‘matéria plástica’, as de borracha e, até mesmo, as máscaras alegóricas, fazendo menção a alguns políticos da época, às bruxas, lobisomens, ‘King Kong’, etc.
Lamentavelmente, como toda cultura que é fadada ao esquecimento, a tradição dos Mascarados está rareando em Carmo da Mata. Atualmente, podemos ver apenas dois ou três jovens adolescentes fantasiados de mascarados nos dias que antecedem o Carnaval carmense.
Eles faziam a alegria e o choro de muitas crianças e adultos. Os Mascarados sempre foram a parte lúdica no ‘brincar’ o Carnaval. É triste perceber que uma manifestação cultural, tão importante, que extravasava os medos, dando, depois a conotação da alegria, esteja acabando. Esta magia corre sério risco de extinção, tendo em vista que a inocência está tomando novos rumos, e o tradicional já não encanta mais grande parte da sociedade que, parece está perdendo sua identidade cultural. 

—►A fotografia em preto e branco são os 'Mascarados' Petrônio de Paulo Câmara, Fundador do Jornal Tribuna do Carmo e seu sobrinho, Dr. José Marcos de Andrade,  nos anos 80, no Diamante Clube. Autênticos foliões do Carnaval carmense! - Ao fundo avistamos Leila Resende, sempre com sua contagiante alegria e seu inegável charme. 

►Reportagem: Equipe de Redação Tribuna do Carmo e Fotos Divulgação e Arquivo de Família.

sábado, 30 de janeiro de 2021

Tradicional Roda D'água no Povoado do Quilombo, município de Carmo da Mata.

Tradicional Roda D'água no Povoado  do Quilombo, município de Carmo da Mata.

=> A 'roda de água' ou 'roda d'água' é um dispositivo circular montado sobre um eixo, contendo na sua periferia caixinhas ou aletas dispostas de modo a poder aproveitar a energia hidráulica. 

A roda d'água utiliza a força da natureza para realizar um trabalho, sendo para gerar energia ou força e, PRINCIPALMENTE, LEVAR ÁGUA A LOCAIS MAIS ALTOS, como currais, bebedouros para animais e até propriedades rurais. E, claro, está sempre ao lado da beleza e da simplicidade.

Em Carmo da Mata mesmo, no perímetro urbano, bem próximo da entrada da Fazenda dos Coqueiros, de propriedade da Família Firmino, há uma roda d'água, que está há anos, 'girando' com a natureza. 

Confira este belo vídeo de uma roda d'água , localizada no Povoado do  Quilombo. Quem esteve no local para registrar essa maravilha, foi  nosso  colaborador , Antônio Leanderson , o 'Toinzinho'.

{ "Perdidas no tempo e na história, as rodas d'água ainda existem e exercem muito bem sua função. 
São muito mais antigas que as histórias do tempo de 'Carmo da Mata Antigo', pois suas funções, segundo historiadores, ACREDITA-SE, são atribuídas aos gregos. 
Possuem inúmeras utilidades e formas, usadas na vertical, como essa, para bombear água para grandes distâncias e elevações , ou na horizontal como parte dos mecanismo que movem os moinhos d'água que moem o milho, produzindo fubá e canjiquinha, utilizados na nossa culinária.
E não podemos esquecer da produção de energia nas hidrelétricas, pois o princípio físico é o mesmo da simples roda d'água", declarou Antônio Leanderson. } 

=> Fotos e vídeos da  Região do Espraiado, Município de Carmo da Mata. 

O Povoado  do Quilombo em Carmo da Mata, como outras localidades do meio rural carmense, têm uma vital importância cultural  na Cidade das Essências.

=> Tribuna do Carmo

Os Carros de Bois e a Tradição Mineira

#COSTUMES

Os Carros de Bois e a Tradição Mineira 
                                                                   
Tema de músicas, poesias, trovas e versos, esse saudoso meio de transporte chegou até nós por iniciativa dos colonizadores portugueses. Ao longo dos anos, principalmente na época em que éramos carentes de melhores estradas e de veículos motorizados, o carro de bois foi herói, verdadeiro “pau para toda obra”. Tornou-se um instrumento de trabalho de valor inestimável para as comunidades rurais. Minas Gerais, em seus inúmeros sítios e fazendas, tornou-se verdadeiro “celeiro” de carros de bois. 
Um carro de boi é formado por inúmeras peças, todas com seus devidos nomes. Vejamos alguns nomes que nos vêm à mente: mesa (assoalho do carro), cabeçalho, cheda, rodas  (chamadas comumente de cambotas), composta pelo mião e as ocas, grandes óculos cuja finalidades é fazer ecoar melhor o cantar do carro.
Abramos um parêntese para dizer que o “cantar” dos carros de bois é apreciado por todos os que o ouvem, inclusive os próprios bois. Este cântico, às vezes triste e às vezes alegre, muda o som de acordo com a toada, como dizem os carreiros.
Voltando às peças que compõem o carro, ainda com relação à roda, temos as ferragens, que dão vida e sustentam o peso das cargas sobre as rodas. E existe o aro, ferro fundido em círculo que é colocado ainda quente sobre a madeira e sobre ele vem os peões que fortalecem as rodas e deixam as tradicionais marcas nas estradas de chão batidos. Esse trabalho é feito por ferreiros, admiráveis artesões que colocam amor e arte em seus trabalhos. Existem ainda a chaveia, o pigarro e o eixo que une as duas rodas; os cocões, entre os quais ficam os chumaços que protegem a mesa.
Esse conjunto de peças é chamado de cantadeira, pois é dali que ecoa o tão apreciado cantar do carro. Os cambões são peças que unem as juntas de bois. Nas laterais da mesa (assoalho), temos frieiros, que servem, juntamente com a esteira de bambus para proteger as cargas. 
A esteira, sempre artisticamente confeccionada, é presa aos fueiros por tiras de couro cru. De acordo com a carga, é colocado o caniço, uma esteira menor que, fechando a traseira, dá proteção maior às mercadorias transportadas. Para unir as juntas de bois, existem as cangas. O conjunto de peças se completa com o canzil, o ajôjo e a brocha.
É importante narrar alguns detalhes para se ter melhor idéia do que é realmente este histórico meio de transporte. Um desses detalhes é o último fueiro, na traseira do carro, no qual fica pendurada uma vasilha feita artesanalmente de chifre de bois. Nessa vasilha vai uma porção de banha de porco, destinada à lubrificação do eixo na cantadeira, pois o atrito provoca aquecimento, passível de incêndios, como já ocorreu algumas vezes.
Dentre as várias peças, lembramos ainda da tiradeira feita de couro cru, bastante reforçada, que, alternada com grossas correntes, é usada presa a um argolão por baixo do assoalho do carro, com a finalidade de segurá-lo em descidas íngremes e longas, agindo assim como um freio. Nas decidas, para maior segurança, são colocados alguns bois atrás do carro para ajudar a segurar, ficando na frente apenas os que atuam no cabeçalho, comumente chamados de bois de coice. Os bois, geralmente bonitos e fortes, além de puxar o carro, servem de verdadeiros enfeites para a admiração dos que apreciam e dão valor a esse antigo costume da nossa zona rural. São bem cuidados e se tornam relíquias das fazendas.
Lembramos com saudades os bois Carinhoso, Segredo, Estudante, Marimbo e Boa Vista, da fazenda de nosso avô Alípio Tavares. Também na fazenda do senhor Antônio Correia, dentre os vários bois, existia o Estimado, que, pelo próprio nome, demonstra o quanto era querido. 
Devemos também ressaltar os carreiros e candieiros, figuras importantes para conduzir o carro em suas várias situações. O carreiro é um verdadeiro timoneiro, que com maestria controla os bois e o carro. O candieiro, auxiliar abnegado do carreiro, vai na frente dos bois de guia. Os dois trabalham em conjunto, munidos de suas varas. Vão gritando os nomes dos bois para melhor orientá-los. 
Enfim, os carros de bois fizeram parte de nossa história e muito contribuíram para o nosso progresso. Também Lembramos com saudades do seus dolente cantar ao passar pelas ruas de nossa cidade, ainda sem calçamentos, conduzindo mercadorias para as nossas “vendas” (armazém) e lenha para os primitivos fogões de nossas residências.
Existem hoje os que cultuam a memória dos carros de bois, conservando com carinho em suas fazendas algumas raridades que se tornaram verdadeiras relíquias. Dentre os apreciadores, não poderíamos deixar de citar os nomes dos senhores Antônio Mendes, Roberto Alvim e do saudoso Zé da Farmácia. Em outras localidades, os carros de bois são reverenciados em bonitas festas, recebendo justas e merecidas homenagens.
Nós, carmenses, também prestamos nossa homenagem nesta simples mas sincera narrativa. Dentre as várias lembranças que os saudosos carros de bois nos proporcionam, destacamos que o senhor Bibi Notini, oriundo de uma família de fazendeiros, já homenageava carros e carreiros ao tocar no serviço de alto falantes do cinema Paládio a bonita canção que diz: “Vamos, boiada/Não deixe o carro parar/Puxa na guia “Penacho”/Que lá no Riacho/Nós vai descançá....”

Com os singelos e belos versos acima, nos despedimos, deixando nosso respeito e nossa gratidão aos valorosos heróis do passado...
#Arquivo Revista Memória Carmense - Aldo e Arnaldo Sábato  l-Fotos Ricardo Câmara

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

O ‘lendário’ Cruzeiro das Almas na Praça da Estação Ferroviária de Carmo da Mata


—►As Lendas no Brasil, e em todo o interior brasileiro, são inúmeras, influenciadas diretamente pela miscigenação na origem do povo brasileiro, e dos próprios municípios. 
Precisamos levar em conta que uma lenda não significa uma mentira, nem tampouco uma verdade absoluta, o que devemos considerar é que uma história, para ser criada, defendida e o mais importante, ter sobrevivido na memória das pessoas, ela deve ter no mínimo uma parcela de fatos verídicos, pois já diz o jargão popular que a “a voz do povo é a voz de Deus”.

Dona Maria Assis de Oliveira, filha do saudoso Senhor Lafaiete, mais conhecido como ‘Lafaiete Rôla’, em entrevista à Tribuna do Carmo, conta que ouvia, dos ‘antigos’, bem como de seu Avô, o Senhor Francisco Marques, mais conhecido como ‘Chico Rôla’, que na atual Praça da Estação Ferroviária tinha um Cruzeiro, o “Cruzeiro das Almas”. “Quando alguém do Povoado da Forquilha morria, os fazendeiros vinham, a cavalo, e os empregados a pé, trazendo o caixão para que o sepultamento fosse providenciado”, disse Dona Maria, com certo ar de respeito e um olhar de mistério.

Segundo Dona Maria, os empregados andavam com alguns pedaços de pau, pois, segundo eles, no caminho tinham animais, como onças, lobos e outros animais de uma fauna que hoje não existe mais, ou estão em extinção, em terras carmenses. “Os empregados, quando passavam em frente ao Cruzeiro, ouviam um som estranho, semelhante a uma campainha de sinos e que, num certo dia eles estavam vindo para um enterro e que o ‘Divino Margarida’, que havia ficado para trás, passou a ouvir o estranho som da campainha tocar e, em seguida, correu, velozmente, de volta, até a Forquilha”, continuou Dona Maria.

Segundo a história oral, “quando a campainha tocava, diziam que eram as almas que estavam convidando para rezar o Terço”. 

O tempo passou e após muitos anos, o Cruzeiro teve sua madeira apodrecida e não colocaram outro no lugar.

Após esse período, construíram a primeira Estação Ferroviária de Carmo da Mata, onde hoje está localizada a residência de Dona Maria. 
Somente depois foi construído o segundo prédio da Estação Ferroviária, onde hoje localiza-se e denomina-se a Casa de Cultura Armando Sábato. 

Enquanto isso, os mistérios continuaram...

►Tribuna do Carmo – Imagem meramente ilustrativa

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Cláudio – Polícia Militar realiza a prisão de autora pelo crime de tráfico ilícito de entorpecente





Na data de 19 de janeiro de 2021, a Polícia Militar, durante operação para reprimir a prática do crime de tráfico de drogas no local conhecido como Buracão, logrou êxito em apreender considerável quantidade de entorpecente e prender a autora do crime.

Durante a Batida Policial, a autora A.P.S, de 25 anos, tentou evadir por um matagal, mas foi capturada. Com ela foram localizadas 49 porções de substância análoga à maconha, 03 porções maiores da mesma substância, 08 papelotes semelhantes à cocaína, 09 endolas semelhantes à haxixe, 73 pedras análoga à crack, além de R$ 160,00 em dinheiro e 01 aparelho celular Samsumg. 

A autora foi presa e conduzida à Delegacia de Polícia, juntamente com os materiais apreendidos.

Agência Regional de Comunicação Organizacional