terça-feira, 19 de julho de 2022

Vereadores claudienses, Fernando Tolentino e Sargento Moisés prestam homenagem à primeira Arquiteta de Cláudio, “Zezinha” Tolentino



—► O nome de Ruas e Praças têm um significado simbólico muito grande: significa um consenso social de que esta pessoa deve ser homenageada e sua memória perpetuada, como é o caso da saudosa Maria José Guimarães Tolentino Filha, a “Zezinha”, que agora terá o seu nome na Praça localizada entre as Ruas Paraíso, Itapecerica e Milão, no Bairro Jardim Itália, em Cláudio.

E foi pensando assim, que os Vereadores Fernando Tolentino (PSDB) e Sargento Moisés (Cidadania) apresentaram um Projeto de Lei, de nº 27, datado de 30 de junho de 2022, para dar nome à referida Praça, pois “Zezinha”, como muitos a conheceram, foi uma relevante figura em Cláudio, merecendo este reconhecimento, uma vez que muito contribuiu para a história da ‘Cidade Carinho’.

Cidadã honrosa e de reputação ilibada, querida por muitos claudienses, “Zezinha” terá o seu nobre nome registrado na Praça, graças ao Projeto de Lei dos Vereadores Fernando Tolentino e Sargento Moisés, que foi aprovado, na Câmara de Vereadores, no dia 18 de julho de 2022, satisfazendo, também, a intenção e vontade dos moradores da Praça e de seu entorno para que a mesma recebesse esta nomeação. 

“Zezinha” teve uma importância histórica e uma relevante atuação na comunidade claudiense e agora recebe essa espécie de homenagem póstuma. Tanto como a primeira Arquiteta de Cláudio, “Zezinha” que acompanhava, de forma gratuita, espontânea, projetos arquitetônicos, voltados para a construção de edificações de cunho religioso, sóciocultural e assistencial, como o acompanhamento da construção  da Igreja Nossa Senhora Aparecida, da Creche ‘Mãe Chica’, do Clube de Mães ‘Saúde Mitre’, do Serviço Assistencial “Dona Quita”, a antiga Asimec, que referendava o artesanato local e do “Projeto Prosseguir”, entre outros tantos.

“Zezinha” sempre valeu-se do fiel cumprimento “àquilo que recebera das mãos de Deus”, nas sábias palavras do ex-vereador, em  idos tempos,  Florisbelo Francisco de Resende Filho, que ainda finalizou o seu histórico sobre “Zezinha”, dizendo que “sem dúvida alguma, os feitos dessa admirável mulher enchem-nos de admiração e alegria, fazendo-a merecedora do reconhecimento dos claudienses e digna do Título de Mulher Cidadã”, que lhe foi outorgado pelo então vereador Florisbelo, na Câmara Municipal de Cláudio. 

E hoje, Os Vereadores Fernando Tolentino e Sargento Moisés fazem valer essa homenagem à “Zezinha”, dando o seu nome à Praça, no Bairro Jardim Itália, perpetuando os nomes de Ruas e Praças de Cláudio que ‘contam histórias’.

“Zezinha foi filha de Quinto Guimarães Tolentino e da Senhora Maria José Guimarães Tolentino, a saudosa e amada “Dona Zezé”. “Zezinha”, a 5ª filha do casal,  se ainda estivesse entre nós, teria seus 69 anos, pois nasceu num dia 8 de junho de 1953, bem na Rua Rio de Janeiro, em Cláudio. 

Em 8 de junho se comemora o Dia Mundial dos Oceanos, uma data que agora, merecidamente, foi nobremente reconhecida pelos Vereadores Fernando Tolentino e Sargento Moisés, dada  à  imensidão de ser dessa grande mulher que foi “Zezinha”, onde a  memória  permanece viva e precisa continuar em constante reflexão.

► Jornalismo Tribuna

sábado, 16 de julho de 2022

Festa de Nossa Senhora do Carmo é marcada com Celebração Eucarística e Tradicional Procissão pelas Ruas do Município.

#Fé e Religiosidade em Carmo da Mata

Festa de Nossa Senhora do Carmo é marcada com Celebração Eucarística e Tradicional Procissão pelas Ruas do Município.

A tradicional Festa de Nossa Senhora do Carmo teve seu ponto alto , na noite deste sábado (16/07), com uma procissão de fiéis pelas principais ruas do centro da cidade.

O cortejo religioso com o andor da padroeira da cidade foi acompanhado por centenas de fiéis. Hoje (17/07), para encerrar o evento acontece carreta em louvor a padroeira e o concorrido almoço de confraternização no Diamante Clube. 

A Festa da padroeira de Carmo da Mata,  remonta a Ermida da Mata do Carmo, construída pelos descendentes dos primeiros sesmeiros .

Tribuna do Carmo

domingo, 10 de julho de 2022

#A Devoção dos Carmenses a Nossa Senhora do Carmo veio com os Primeiros Português, que eram Sepultados Envoltos com o Hábito da Irmandade do Carmo.



► A Primeira Capela de Nossa Senhora do Carmo, Construída Pouco Antes 1800 e Demolida 1906.

—►Em Carmo da Mata não aconteceu de modo diferente dos demais povoamentos com a implantação de sua Igreja. Os primeiros sesmeiros, já citados, é que devem ter tomado estas providências, especialmente Antônio Ribeiro de Morais, cujas terras se localizavam, conforme o registro de sua sesmaria, à margem esquerda do Rio Boa Vista, vertentes do Ribeirão Bom Jesus acima, justamente onde está localizada a parte urbana da cidade.

Não se sabe de documento de doação para a Capela, necessário à sua edificação. Ficava no meio do largo do arraial, mais ou menos em frente à Casa Velha dos Notini, onde está hoje o Diamante Clube. Como se vê na fotografia dela tirada no fim do século, era simples, não muito alta, com a torre separada de seu corpo, colocada do lado esquerdo de quem olhava a igreja de frente, sustentando o modesto sino.

Muito pequena a princípio, a primitiva Capela foi sendo aumentada conforme ia crescendo a população. Demolida em 1906, a partir daquele ano começou a construção da atual Matriz, hoje Santuário de Nossa Senhora do Carmo, inaugurada a 19 de outubro de 1910.

Quanto à invocação do nome de Nossa Senhora do Carmo, a hipótese mais viável está no fato de que a sesmaria concedida a Inácio Afonso de Bragança tenha sido demarcada no dia 16 de julho de 1754, data consagrada à Virgem do Carmelo. Existia também o costume dos primeiros português que vieram para está região, de manter a devoção a Nossa Senhora do Carmo; em seus testamentos recomendavam que deveriam, por ocasião de sua morte, serem sepultados envoltos com hábitos da Irmandade do Carmo. Os livros antigos da Paróquia desapareceram. Examinando o Livro 1-A, de Casamentos, da Capela de Nossa Senhora do Desterro, filial da Matriz de São Bento do Tamanduá, encontramos o seguinte registro, incompleto devido ao mau estado de conservação da página 40v: “Ermida da Mata – Aos dez dias do mês de novembro de mil oitocentos anos na Capela de Nossa Senhora do Carmo da Mata, o Rvdo. Francisco de Paula Barreto com a Comissão do Rvdo. Vigário desta Matriz de São Bento do Tamanduá, João Pimenta da Costa e em virtude” (aí falta um pedaço da página, mas, ao fim dela entende-se que o casamento foi de uns certos José e Ana).

Com o correr dos anos a população vai crescendo e o historiador Gonzaga da Fonseca ainda nos conta, falando do progresso de Oliveira que, “em 1832, em Carmo da Mata, nas listas dos primeiros matriculados nas Guardas Nacionais, entre 50 alistados, havia 34 agricultores e criadores, 6 negociantes, 3 ferreiros, 2 ourives, 1 carpinteiro, 1 alfaiate, 1 mestre-escola e 1 sacerdote – o sexagenário Padre Manoel Fernandes Martins”. À pág. 34 da História de Oliveira, o mesmo historiador transcreve o Decreto da Regência, datado de 14 de julho de 1832, elevando a Paróquia, o Curato de Nossa Senhora de Oliveira, tendo por filiais os Curatos de Nossa Senhora Aparecida de Cláudio e o de Nossa Senhora do Carmo da Mata e que, este Decreto do Governo Civil, só foi aprovado parceladamente pela autoridade eclesiástica, razão talvez, pela qual, o Curato de Carmo da Mata somente foi instalado em 1904. Por Lei Provincial de 23/09/1884, Carmo da Mata foi elevada, de Distrito de Paz à Paróquia Civil (Efemérides Mineiras, de José Pedro Xavier da Veiga, pg. 400) e, mais uma vez, as autoridades eclesiásticas não a reconheceram.

Por muito tempo, Carmo da Mata foi Capela filial da Paróquia de São Francisco de Paula, tendo como Capelão, por 50 anos, Padre Antônio Pereira da Paixão, e, depois de 1904, o Vigário daquela Paróquia continuou com jurisdição cumulativa com o novo Cura de Carmo da Mata, Padre Galdino Ferreira Diniz, que já vinha exercendo o cargo de simples Capelão da Ermida e Nossa Senhora do Carmo da Mata. (Livro do Tombo da Paróquia)

Na condição de Curato, ficou até 1936, quando foi criada e instalada a Paróquia, por Dom Antônio dos Santos Cabral, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, a 1º de janeiro de 1936, sendo sei primeiro Vigário, Padre Galdino Ferreira Diniz, cujo território compreenderia o mesmo do Distrito Civil, pertencente ao município de Oliveira, e criado pela Lei Estadual nº 2, de 14/09/1891.

—►Texto da Revista Memória Carmense – Suplemento nº VI – Jornal Tribuna do Carmo. Fotos Arquivo do Jornal.