sexta-feira, 21 de julho de 2023

Carmo da Mata prepara exposição sobre a Estação Ferroviária



Evento compõe a programação da 9ª Jornada do Patrimônio, buscando valorizar a história e a cultura do município

Uma exposição focando a história da ferrovia em Carmo da Mata e região está sendo programada para acontecer na Estação Ferroviária da cidade, durante os dias 17 de agosto a 18 de setembro. A exposição faz parte da programação da 9ª Jornada do Patrimônio de Carmo da Mata, programa que visa celebrar e valorizar o patrimônio histórico carmense e da região.

O subtema da jornada, que comporta a exposição trata dos “caminhos ferroviários – territórios e estradas de ferro que evidenciam o patrimônio ferroviário do estado, assim como, equipamentos culturais associados”, como destacam os organizadores da exposição.

O Brasil foi ‘construído’ ao longo dos trilhos, como conta a história desenvolvimentista brasileira e, a partir de um determinado momento, os trilhos foram sendo trocados por estradas rodoviárias. Porém, mais recentemente a história brasileira está sendo recontada a partir dos trilhos, na busca, talvez, da retomada do desenvolvimento a partir das composições férreas.

Hoje, no País, a estrada de ferro é usada no transporte de cargas. O transporte de pessoas é feito apenas em roteiros turísticos. Porém, há estudos para que essa retomada das estradas de ferro possa voltar a fazer parte do cotidiano dos brasileiros. 

E enquanto esperamos, as histórias havidas sobre os trilhos são recontadas em exposições como a que acontecerá em Carmo da Mata. 

Segundo o presidente do Conselho do Patrimônio Histórico e Culturalde Carmo da Mata, Ricardo Câmara, "A programação é um histórico completo do que poderá ser apreciado e experimentado na exposição que deverá ser divulgado em breve".

Com Reportagem de Sérgio Cunha - Tribuna do Carmo📰 .

Foto do prédio da Estação Ferroviária de Carmo da Mata de autoria de Lilian Amaral.

domingo, 9 de julho de 2023

Imagem de Nossa Senhora do Carmo, Padroeira de Carmo da Mata, veio de Paris no ano de 1892



Há 131 anos Carmo da Mata recebia imagem de Nossa Senhora do Carmo

“Realizou-se, no dia 08 de setembro de 1892, uma Festa de Nossa Senhora do Carmo, muito concorrida por diversas pessoas dos arraiais vizinhos e do antigo Arraial de Carmo da Mata. Foi celebrada uma Missa solene presidida por Padre Galdino e ‘acolitado’ pelos Padres José Cerqueira e João Alexandre de Mendonça, procedendo-se a benção da nova imagem, vinda de Paris. 

Pela tarde saíram, em procissão, vários fiéis do antigo Arraial. Na chegada da procissão, ao receber a imagem, podia-se ouvir, no púlpito, o Revmo Padre José Cerqueira. 
Tocaram em toda a Festa as Bandas de Itapecerica e Cláudio, ambas em fusão e muito aplaudidas. À noite, houve espetáculo dos bonecos automáticos do Sr. Alexandre Apparicio e, em seguida, animado baile.
Foram festeiros, naquele dia, os senhores Manoel Jorge de Matos e o Major José das Chagas A. Sobrinho, que muito se esmeraram pela realização da festa.

Foram batizadas, na mesma ocasião, a filha do Coronel Manoel Jorge de Mattos, que recebeu o nome de Braulina Mattos, sendo padrinhos Dr. Francisco José Coelho de Moura e esposa; e o filho do Sr. Tarquínio Dias da Silva, que recebeu o nome de Antônio. 
Também, no mesmo dia, casaram-se o Sr. Joaquim Ignácio Ribeiro com a Sra. Dona Francisca Cecília.”

Fonte de pesquisa: Gazeta de Minas edição nº 263 de 11/09/1892

A reportagem do Jornal Tribuna do Carmo fotografou a imagem de Nossa Senhora do Carmo, a mesma advinda da França que, tradicionalmente, continua sendo a  Nossa Senhora que é reverenciada, por anos a fio, nas procissões na data da Padroeira Carmense. Fotos de Ricardo Câmara. 

#Religiosidade #Pesquisa #História

quinta-feira, 29 de junho de 2023

URGENTE - VEREADORES FERNANDO TOLENTINO E SARGENTO MOISÉS PROTOCOLAM PEDIDO DE IMPEACHMENT DO PREFEITO DE CLÁUDIO



O pedido, protocolado pelos Vereadores Fernando Tolentino e Sargento Moises, no dia 29/06, na Câmara Municipal, se vale de dois pontos para sustentar o pedido de afastamento do cargo do Prefeito de Cláudio, Reginaldo de Freitas Santos: o primeiro ponto se refere ao que seria o descumprimento da Lei nº 173/2023, sancionada pelo próprio Prefeito, que concedeu reajuste ao vencimento básico dos profissionais do Magistério Público da Educação Básica; já o segundo ponto diz respeito ao que seria uma infração contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, também em relação ao reajuste do salário dos professores.

Vamos aos fatos constantes no pedido de Impeachment: “Após percorrer todo o tramite legislativo e ser publicada, a Lei Complementar 173/2023, LC 173/2023, teve seus efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2023 por força do disposto em seu artigo 4º. Para surpresa da categoria profissional destinatária do reajuste os pagamentos posteriores a entrada em vigor da LC 173/2023 não respeitaram os percentuais constantes da Lei Complementar.” Ao não realizar o pagamento previsto na citada Lei, o Prefeito Municipal, descumpriu a Lei.

O pedido ainda prossegue: “Após enviar o Projeto, afirmar disponibilidade orçamentária-financeira para acobertar as despesas, elaborar impacto financeiro, sancionar a Lei, inclusive com os quadros anexos, constando os valores devidamente atualizados, informa não concordar com a interpretação de que o percentual de 9,02% é cumulativo com a recomposição dada em Decreto 259/2023, publicado em janeiro de 2023”, mas não se valeu do veto (instrumento próprio do poder executivo); portanto, ao sancionar a Lei, entende-se que o Prefeito concordava com sua integridade e, após sansão, não realizou o que nela estava previsto, ferindo o princípio de permanente responsabilidade do Prefeito Municipal ante às leis.

O outro ponto, segue-se a este fato. Durante a sessão na Câmara, com a presença das professoras, no dia 12 de junho, estando o Prefeito presente e tendo solicitado compor a Mesa, afirmou: “E agora, tem conserto? Pode ter, mas agora não tem orçamento.” Portanto, o pedido sustenta que não se pode afastar a responsabilidade do Prefeito no fato de o orçamento não mais comportar o pagamento da lei aprovada, uma vez que, foram enviados os estudos de impacto orçamentário assegurando o valor e na qualidade de Chefe do Executivo Municipal.

 O Prefeito “detém o dever de fiscalização, fruto do seu poder hierárquico, cabendo-lhe acompanhar, ao menos de forma ampla, a execução orçamentária de cada Secretaria. Inescusável, portanto, o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF que, sem dúvida, tem importância fundamental para o desenvolvimento de qualquer ente federativo. Assim, tendo-se em vista a violação a Lei de Responsabilidade Fiscal, fica evidente o descaso do gestor em relação aos compromissos advindos dos poderes que lhe foram outorgados.”

O pedido será analisado pela Câmara de Cláudio e, se aceito, será instaurado o processo de investigação do Prefeito para apuração dos fatos. Havendo a constatação de crime, Reginaldo de Freitas Santos será afastado do cargo de Prefeito Municipal.

TribunaWeb - Fotos Ricardo Câmara 📷

domingo, 11 de junho de 2023

O Comercial Nodge, na rua Lafaiete Brandão, estabelecimento que ficou na lembrança de todos os carmenses



Enquanto esperávamos o 'portão' do Silviano Brandão abrir, comprávamos os inesquecíveis doces e pastilhas multicoloridas de 'goma', os primeiros lanches 'Mirabel'(hoje, wafer), os pirulitos de morango e uva e muitas outras gostosuras; juntávamos nossas primeiras 'pratinhas' (moedas) para comprarmos os pequenos envelopes de figurinhas  para preencher as lacunas de nossos álbuns. 

As figurinhas repetidas, nós as trocávamos por quem não as tinha ou, então,  jogávamos o 'batia figurinhas', com as mãos em concha; as figurinhas que ficavam para cima eram ganhas...às vezes a alegria era tanta, que não ouvíamos o barulho da sineta, tocada por Dona Ione Dias,  anunciando o término do recreio, até que Dona Amine Mattar nos chamava à atenção e nos dirigíamos para as filas e, consequentemente, para nossas salas de aulas.As aulas passavam, as tarefas eram feitas e, no final das aulas, voltávamos à 'venda' do Nodge. 

Nossa intenção era comprar mais figurinhas, mais guloseimas! Nodge, sempre bonachão, com um eterno sorriso, nos recebia e, com extremosa paciência, nos atendia  um a um, com precisão, com carinho.Nodge Martins de Castro foi nosso grande amigo, como um mágico de nosso 'Encantando Mundo de OZ'. 

Tudo era muito colorido, como nossas caixas de lápis de cor, como as brochuras coloridas de nossos cadernos comprados lá, no Nodge. 

Onde quer que Nodge esteja, que ela saiba que dentro de nossos corações, ele reina, como uma grande magia, como um encantamento e um sonho dos quais não queremos sair e, tampouco, acordar!

Tribuna do  Carmo

sexta-feira, 9 de junho de 2023

A Irmandade mais antiga que se tem notícia em Carmo da Mata é a de Nossa Senhora do Rosário.



Sua invocação que em outras localidades era quase que praticada apenas pelos negros escravos; em Carmo da Mata o povo em geral dedicava - lhe fervorosa devoção e, em 15/01/1877, sua diretoria tinha os seguintes nomes: Provedor Capitão: José Affonso Rodrigues; Tesoureiro: Malaquias Antônio Tavares e membros, entre outros,  Manoel Joaquim Pinto e Moisés Vitorino dos Santos ( Avô do Jornalista Lalano). Nesta época já havia terminado a construção da Igreja do Rosário.

Igreja do Rosário 

Construída nos anos 70 do século XIX. A única informação que se tem em documentos foi por ocasião de uma doação de 500 réis feita pelo fazendeiro Francisco Pereira Cardoso, falecido em 14/06/1872, o que fez constar de seu testamento escrito em 10/04/1872, portanto,  pouco antes de falecer.

Pelas fotos da Igreja do Rosário, pode se notar a simplicidade de sua construção que, de início, era ainda mais simples, pois nem possuía torre, que foi erguida mais tarde.

 Até pela alvenaria nota-se sua diferença no corpo da capela; no seu frontispício, possuía um ‘óculo’, igual aos outros dois que ainda existem no alto das paredes laterais. 

O da frente,  que pode ser visto pelo lado de dentro, seria desnecessário se houvesse torre. 

Ainda podemos notar, pelas  fotos, a elegância do seu telhadinho que se afunilava delicadamente para sustentar a cruz. Várias intervenções posteriores descaracterizaram a centenária Igreja do Rosário. 

Seu interior, entretanto, guarda os traços primitivos da construção , de muito bom gosto. Apesar do sacrifício acarretado para a construção para sua edificação, os bonitos altares,  o altar Mor e os dois laterais no corpo da Igreja,  são a prova do delicado trabalho realizado. 

O grande batalhador, que tomou frente da obra, foi Moisés José Bernardes, homem pardo, natural do Arraial de São João Batista (Morro do Ferro), nos idos de 1820. Senhor Moisés Bernardes deve ter aportado em Carmo da Mata pela influência do Padre Antônio Pereira da Paixão, aqui foi sacristão,  escrivão de notas do Distrito ( 1859 - 1876), 1875 fiscal, comerciante e pedreiro. Ao seu lado na construção da Igreja do Rosário, lutaram José Afonso Rodrigues, com seus parentes na Forquilha e, certamente, os negros escravos que sempre mantiveram viva a devoção à Nossa Senhora do Rosário em Carmo da Mata.

No ano 1922 a torre da Igreja,  que estava bastante estragada, precisou ser  reformada. Todo o trabalho da época pode ser acompanhado pelas anotações contidas no ‘Livro Caixa’, então aberto com a finalidade específica, de controlar os recebimentos das doações e das despesas com as obras. 

Muitas pessoas colaboraram,  destacando - se o Padre Galdino Ferreira Diniz com uma generosa quantia.

Tribuna do Carmo e foto Ricardo Câmara 

#Religiosidade #Tradição #Preservação

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Mudança no trânsito de Cláudio é questionada pela população


Vereador fala em “ter humildade” para rever “o que não deu certo”. Assessor tenta transformar engarrafamento em desenvolvimento e melhora nas vendas

As mudanças realizadas no trânsito devem ter o propósito de melhorar a vida de todos, pedestres e motoristas. Porém, em debate entre um cidadão e o assessor de imprensa da Prefeitura, parece que o engarrafamento do trânsito gera benefício ao comércio e é uma demonstração de ‘desenvolvimento’. 

O fato é que a Prefeitura mudou o trânsito na esquina da Avenida Tancredo Neves com a Rua Coronel Joaquim da Silva Guimarães e, onde antes os veículos tinha mão única, subindo, agora também podem descer. O fato gerou muitas reclamações por parte da população nos últimos dias e uma conversa travada entre um comerciante e o assessor de imprensa da Prefeitura deve ser destacada, pois mostra os bastidores da situação e pode ser um indicativo da visão (ou falta dela) dos homens públicos.

Um cidadão abordou o assessor, pelas redes sociais, falando que há “uma semana (venho) postando esse caos que virou a ‘Tancredo Neves’ (Avenida), depois que ‘Cel’ (Coronel José da Silva Guimarães) começou a descer, vc tem alguma solução pra gente meu amigo?”. 

Aí o assessor fez uma abordagem no mínimo curiosa, afirmando que Cláudio não seria mais “uma roça”, e que o desenvolvimento traz esses problemas e que o futuro é visualizar as ruas da cidade como hoje se vê a Rua Goiás, de Divinópolis, com trânsito intenso, uma confusão total. Parece que na visão do assessor o crescimento de uma cidade pode ser medido pelo tamanho do engarrafamento no trânsito e este seria – isso mesmo – um indicativo do desenvolvimento.

Na opinião de muita gente que tem reclamado das mudanças, como o vereador Fernando Tolentino, o problema existe porque não teve planejamento e que o erro pode ser corrigido com humildade da administração, em reconhecer o que fez de errado e corrigir, antes que piore... Visão mais aceitável, mais prática, mais sensata: errou, assume, vai lá e corrige o erro. Isso é o normal, o certo, o correto, diriam os mais experientes. Mas quando não se aceita o erro, é preciso justificar o errado, buscar argumentos para explicar a bobagem perpetrada e, muitas vezes, vai-se mais além do que poderíamos imaginar.

E não é que o assessor apontou uma possível melhora nas vendas do comércio onde ocorre o engarrafamento? Isso mesmo. Ele disse que “quanto mais gente passando na sua porta, suas chances de vendas é (sic) 10% a mais ainda do que o normal”. Além de achar que a pessoa que fica presa no engarrafamento vai se tornar consumir das lojas no entorno, ele ainda define um percentual de aumento nas vendas: 10%! 

Na visão do assessor – parece que é só dele, ou será que a administração toda pensa assim? Será que ele falava com o reclamante na condição de assessor da administração, ou expressou uma visão pessoal? – o problema dos comerciantes pode ser resolvido com um engarrafamento do trânsito. Se fosse assim os comerciantes da Rua Goiás estariam ‘nadando de braçada’ não é? Seria só gerar um engarrafamento do trânsito em determinados pontos que o faturamento do comércio aumentaria em 10%... Genialidade pura! 

O problema é que as vendas dos comerciantes daquelas ruas não aumentaram, o trânsito continua um inferno para quem passa pelo local e a população aguarda, quem sabe, uma medida mais sensata da administração, revendo a medida, com a humildade proposta pelo vereador e retornando a mão única, quem sabe...

Com Reportagem de Sérgio Cunha -Tribuna de Cláudio 📰

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Secretário de Fazenda em Oliveira dá consultoria em Cláudio



Permissão de advogado que ocupa cargo público atuar como advogado é controversa, no mínimo.

No próximo dia 29 de abril, sábado, chega ao final o tempo determinado no aditivo do contrato do advogado Luís Fernando Lara da Silva com a Prefeitura de Cláudio. Por esse aditivo, durante 12 meses o citado advogado recebe R$ 5,8 mil por mês para a prestação de “serviços técnicos profissionais especializados de consultoria jurídico e administrativa nos ramos do Direito Administrativo e Público, orientado às diversas secretarias e/ou departamento e setores municipais, bem como ao próprio prefeito municipal e seus assessores diretos, relativamente aos casos concretos envolvendo interesses da administração municipal, inclusive com relação aos projetos de lei ordinárias e/ou ordinárias e/ou complementares”. 

Assim mesmo, com todos esses detalhes e respectivos erros gramaticais e de grafia possíveis de detecção, como estabelece o “objetivo” da citada contratação do advogado.

Como se vê, o serviço técnico especializado do senhor Luís Fernando Lara à Prefeitura de Cláudio é na área do Direito Administrativo e Público, portanto, do exercício da advocacia, simplificando a situação a que se dá o nome de consultoria.  

Aí já começam a surgir senões, dado a controvérsia de posições, se um advogado que ocupa cargo público pode advogar. Em rápida pesquisa na internet, encontramos afirmação no site "Jusbrasil", em que é apontado que “o advogado que ocupa cargo de chefia na administração pública não pode exercer a advocacia, ainda que o cargo seja fora da área jurídica”. E acrescenta que “a proibição contida no Estatuto da Advocacia abrange todos aqueles que ocupem cargos ou funções de direção de órgãos da administração pública direta, indireta ou fundacional, independente de o cargo ser comissionado ou efetivo”. 

Complementando, a afirmativa é de que “a incompatibilidade do exercício da advocacia vale enquanto o advogado ocupar o cargo, mesmo em período de férias, licenças ou afastamento temporário. Essa é uma das 16 ementas aprovadas pela Turma de Ética Profissional do Tribunal de Ética e Disciplina da seccional paulista da OAB”.

Assim, o exercício do cargo de secretário de uma prefeitura deveria impedir que um advogado atuasse no trabalho da advocacia, mesmo que denominada de consultoria, em outro município. Isso deveria gerar, no mínimo, debate mais aprofundado para se saber se a questão está nos conformes da legalidade ou não e, chegando-se à conclusão de que não (estaria legal), a citada contratação deveria ser interrompida. 

Mas esse parece não ter sido o debate em torno da contratação do referido secretário municipal em outro município, Luís Fernando Lara da Silva, para atuar no exercício do Direito aqui em Cláudio. Nem por parte do pessoal da administração municipal, menos ainda pelos edis,  que deveriam atuar na fiscalização dos atos do município e pelo menos cobrar esse debate. E não se trata, aqui, fique bem claro, de contestação à competência do contratado.

Mas a questão vai além...

Como informamos, durante o contrato dos serviços do advogado Luís Fernando Lara da Silva pela Prefeitura de Cláudio, por estes 12 meses que se encerram no dia 29 de abril – não sabemos se a contratação continuará sendo aditivada pelo município – ele também ocupa cargo de Secretário Municipal de Fazenda no município de Oliveira. Existe entendimento de que o cargo de secretário municipal, que é político, exigir  “dedicação exclusiva”. Até por isso a definição de “cargo em comissão”, para lembrar que, além do salário do posto, acresce-se ao ganhame um valor referente ao exercício do cargo, visto as suas responsabilidades e a necessidade de dedicação exclusiva.

Porém, na especificação do cargo de secretário do município de Oliveira, está determinado o exercício de 220 horas mensais de trabalho. Esse montante representa a necessidade de prestação de serviço por 55 horas semanais. Dividido o total por sete dias de uma semana – incluindo aí o domingo – temos a informação de que o Secretário Municipal de Oliveira deve dedicar mais de 7 horas por dia ao exercício do cargo. Como sabemos que as prefeituras não abrem aos domingos, daria 9h16 por dia trabalhado, incluído aí o sábado. Mas outra informação do conhecimento público é de que as prefeituras não abrem também aos sábados. Assim, seriam 11 horas de dedicação diária à Prefeitura de Oliveira a serem exigidas de um secretário municipal.

Somados os dois pontos de vista, do excesso de carga horária exigida, mais a questão das possíveis proibições, levam à pergunta que deve ser feita: é legal essa contratação? Se se chegar à constatação da legalidade, é preciso ainda estudar ainda outras questões, mas a obrigação dos homens públicos é, pelo menos, colocar em debate a questão, caso a contratação seja renovada.

Com reportagem de Sérgio Cunha - Tribuna de Cláudio 📰